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terça-feira, 11 de janeiro de 2011
"Para Ler e Refletir"
Era uma vez um rei muito mau,injusto e que maltratava seus súditos,aumentava os impostos e tomava suas terras. Mas, não podia ser deposto porque tinha um exército leal e poderoso. -Sou rei por direito divino,dizia.Ninguém pode comigo! Uma pulga que estava passando,assuntou na palavra do rei e disse: -Esse pretensioso bem que merece uma lição!... Naquela noite,quando o rei deitou-se,nos seus fofos colchões,sentiu algo como se fosse uma picada de alfinete. -Que é isto!? Assustou-se o rei. E,levantando-se,furioso,da cama,sacudiu os lençóis e cobertores,chamou o criado que vasculhou tudo e nada encontrou,claro,porque a pulga escondeu-se nas barbas do monarca. Mal deitou-se,sentiu de novo a picada. Desta vez a pulga apresentou-se e lhe disse que estava disposta a castigá-lo e sugar todo o seu sangue se ele não se tornasse um rei amável e humano. Embasbacado,mas,fora de si de ódio ,o rei lhe disse: -Como te atreves?És tão pequena e insignificante e queres atacar e destruir o homem mais poderoso da terra!? A pulga nem ligou para o que ele disse e continuou a fazer o que sabia fazer muito bem:picar. O rei não pregou olhos a noite inteira. Mal o dia amanheceu,mandou fazer uma limpeza geral,tomou um banho pé e cabeça,enquanto dezenas de sábios munidos de possantes microscópios examinavam cuidadosamente o quarto e arredores. Mas,não acharam a pulga que dormia placidamente sob o manto de cetim que o rei portava. Naquela noite,exausto,o rei deitou-se muito cedo. Daqui a pouco,nova picada. O rei deu um pulo da cama e avistou a pulga no edredom,passeando. Correu para matá-la,mas,ela era muito ágil e ele muito velho e gordo,então,cansado,derrotado,perguntou: -O que queres,infeliz? -Que te tornes humano e cuides bem do teu povo. O rei chamou seus soldados,seus generais,seu estado-maior, seus ministros,o cardeal e todos entraram pressurosos,atropelando uns aos outros,com o pensamento nas sinecuras e nas benesses que poderiam perder. Fizeram a cama em pedaços,arrancaram o dossel,rasgaram o brocado das paredes,arrancaram mármores e tapetes,mas,não encontraram a pulga que estava bem escondida na cabeleira do rei. Ministros e criados levaram o monarca para outro aposento,mas,a pulga saltou da cabeleira e começou a picá-lo toda a noite. No dia seguinte o rei mandou colocar um edital em todas as igrejas e prédios públicos ordenando que o povo destruísse todas as pulgas sob pena de açoite. Mas,a pulga,escondida no seu manto,ficou a salvo. O corpo do rei estava cheio de manchas e de beliscões e pancadas,que ele dava em si mesmo para matar a pulga implacável. As noites insones começaram a atacar sua saúde e o rei ficou magro e pálido,sem forças para lutar;percebeu que,se não obedecesse à pulga,morreria. -Entrego-me -disse o rei ,em tom cheio de lástima. Farei o que queres. -Faça o seu povo feliz.- Como farei isto!? _Age com humanidade e justiça.Respeita o direito dos mais fracos.Exila teus ministros e conselheiros,uma corja de aproveitadores e corruptos. O rei fez melhor.Encheu seus bolsos de ouro,abandonou o país,não sem antes proclamar a República e o povo viveu feliz para sempre. Dizem que Vitor Hugo costumava contar este conto a seus netinhos.Mas,como quem conta um conto aumenta um ponto,não sei se isto é verdade. Só sei que a pulga-povo,se quisesse,destruiria todos os tiranos.
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